Esta é uma frase já dita e reprisada várias vezes na história da Aviação, dita inclusive pelo Superman, momentos após ele salvar um avião lotado de passageiros.
Estar dentro de um avião sempre nos trará a fria sensação de que, qualquer problema que vier a ocorrer na aeronave, a possibilidade de sobreviver é mínima.
Voar é geralmente considerado uma das mais seguras formas de transporte público disponível atualmente no mundo.
As estatísticas feitas pelo Ministério dos Transportes, levam à conclusão de que a viagem aérea é 29 vezes mais segura do que conduzir um automóvel pelas estradas do pais.
O problema com as estatísticas acima é que elas não servem como parâmetro para as pessoas que tem medo de voar, pois o medo de voar na verdade tem pouco a ver com o risco como tal.
Qualquer um que viaja de avião, tendo ou não medo de voar sabe que sempre há alguma chance de um acidente, tal como acontece com qualquer atividade vida. Relativamente poucos acidentes ocorrem na aviação, porque os pilotos são especificamente treinados para permanecer calmos e para pensar claramente numa situação de emergência.
Eles são treinados para lidar com quase todos os perigos e emergências imagináveis. Mas, sem essa formação especializada, muitos passageiros que se sentam em suas poltronas durante o vôo, se preocupam com os perigos do voo.
Apesar da segurança constatadas pelas estatísticas, elas se tornam deficientes em estabelecer uma confiança a esses passageiros que por medo da experiência e com sinais e sintomas reais, fazem com que evitem esse tipo de atividade ou que sofram demasiadamente quando têm que enfrentar tal situação.
As pessoas podem aprender que o medo de voar não é realmente sobre os riscos inerentes à aviação, mas que se baseiam na desconfortável consciência que a vida é frágil e vulnerável, e que nenhum de nós tem qualquer controle real sobre si, quer seja no ar ou no solo.
Já que não fomos projetados para voar como aves, quando chegamos em uma “máquina voar” temos de confrontar os nossos medos mais profundos da vulnerabilidade humana. Não é tanto o fato de que voar é “anormal”, mas que nós mesmos na busca do caminho das nuvens, sentados em uma máquina, podemos ouvir o nosso mais profundo de medo da vulnerabilidade de uma forma mais clara do que em qualquer outro lugar.
Ainda que nenhum de nós possamos estar “no controle perfeito” de alguma coisa, podemos ao menos aprender a estar no comando dos nossos pensamentos e sentimentos de confiança e desativar os pensamentos negativos que nos fazem sofrer por antecipação e a nos deixar hiper-alertos a sinais que nem sempre significam perigos reais.
